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Tipos de Flip Flops – Flip Flop JK


Vimos nos artigos anteriores sobre o estudo dos Flip Flops que existe uma situação em que o Flip Flop RS não se comporta de maneira adequada. Se você ainda não leu esses artigos recomendo que o faça, clicando aqui para ler o primeiro ou clicando aqui para ler o segundo.

A situação indesejada que existe no Flip Flop RS ocorre quando tanto a entrada SET, quanto a entrada RESET do mesmo possuem nível lógico alto. Essa situação funciona como se estivéssemos solicitando ao Flip Flop para colocar ao mesmo tempo nível lógico alto e baixo em sua saída e isso é impossível de acontecer.

A tabela 1 a seguir apresenta essa situação com a indicação de um “X” na saída Q quando as entradas S e R estão com nível lógico alto. A saída Q “barrado” não está sendo mostrada, mas se você leu os artigos anteriores sabe que o nível lógico presente nela é o complemento do valor da saída Q.

 

R S Q
0 0 Q
0 1 0
1 0 1
1 1 X

Tabela 1 – Tabela verdade do Flip Flop RS

 

Ao utilizar Flip Flops RS, evitar a situação apresentada acima deve ser uma das preocupações do projetista e nem sempre é desejável trabalhar com essa restrição. Nesses casos o projetista pode optar pela utilização de um dos outros tipos de Flip Flops, e um desses tipos é Flip Flop JK. Internamente este Flip Flop é criado tomando-se o cuidado de evitar a situação de indeterminação que o Flip Flop RS apresenta. O Flip Flop JK é representado da forma mostrada na figura 1 a seguir.

 

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Figura 1 – Representação do Flip Flop JK

 

Apesar da representação gráfica do Flip Flop JK ser um pouco diferente daquela utilizada pelo RS, seu funcionamento é bastante semelhante. Agora, ao invés de termos as entradas R e S, temos J e K. A entrada J tem a mesma função da S e a entrada K funciona como a R. O grande diferencial do Flip Flop JK é que ao aplicarmos nível lógico alto tanto na entrada J, quanto na K, ao invés de termos uma indeterminação nas saídas do componente agora teremos uma inversão dos níveis lógicos presentes nas saídas anteriores à aplicação do clock. A tabela 2 a seguir apresenta essa situação.

 

J K Q
0 0 Q
0 1 0
1 0 1
1 1 Qa “barrado”

Tabela 2 – Tabela verdade do Flip Flop JK

 

Perceba que até a penúltima linha da tabela 2 o comportamento do Flip Flop JK é idêntico ao do RS. Contudo, na última linha, não temos mais uma indeterminação e o valor obtido na saída do componente é o inverso daquele que existia na saída anterior, ou seja, aquele que estava presente antes da aplicação do clock.

 

Nesse ponto sobre o estudo dos Flip Flops é interessante que você note que o Flip Flop JK é como se fosse um RS “melhorado”. Os outros tipos de Flip Flops que estudaremos posteriormente serão baseados no JK, de modo que é importante que você compreenda bem os conceitos apresentados até aqui.

 

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